sábado, 14 de novembro de 2009

Edital de Convocação - Editora Velino

A Editora Velino, órgão responsável pela publicação da Revista Revivendo a História, periódico de caráter histórico-informativo, convoca, através do presente Edital, os escritores, professores, pesquisadores, historiadores ou interessados na publicação de artigos na Revista Revivendo a História, a ser publicada em Janeiro de 2010, a enviar Artigos com conteúdo histórico, com objetivo de ser publicado em nossa Revista. A Editora Velino receberá as propostas de publicação até o dia 12 de dezembro de 2009, devendo os artigos seguir as seguintes diretrizes:


1 – Os artigos deverão estar digitados em Microsoft Word, em fonte Times New Roman, tamanho 12 e ter no mínimo 01 lauda e máximo 03 laudas.

2 – Não há restrição de assunto/tema, contudo todos os artigos deverão tratar da História do Povo Nordestino, podendo o assunto ser referente a uma cidade especifica ou não.

3 – Os artigos deverão ser enviados via internet, em anexo, para o Email: redacao@editoravelino.com.br, no Assunto colocar “ARTIGO PARA REVISTA REVIVENDO A HISTORIA”.

4 – Os artigos deverão ser de própria autoria; na necessidade de citações, informar seguindo as Regras da ABNT. Em caso de plágio, o infrator se responsabilizará pelo ato e responderá judicialmente pelo mesmo.

5 – Ao enviar os Artigos, o autor deverá colocar no corpo do email: Nome Completo e Telefone para Contato.

6 – Os artigos serão analisados pelo nosso Conselho Editorial, composto por Escritores, Pesquisadores e Historiadores.

7 – Os autores dos Artigos aprovados serão comunicados via email e/ou telefone, sendo convidado a assinar o Termo de Autoria e de Autorização de Publicação, no escritório da Editora Velino; em caso de autores de outras cidades, os mesmos receberão os referidos termos via correios para a devida autorização.

8 – Os autores com artigos aprovados receberão 20 exemplares da Revista Revivendo a História, a titulo de Direito Autoral.

Vitória de Santo Antão – PE, 12 de Novembro de 2009.

Conselho Editorial
Editora Velino

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quem foi Lévi-Strauss?


Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 1908, e completaria 101 anos no próximo mês. De acordo com seus colegas da Escola de Estudos Sociais, ele morreu na madrugada do domingo. Formado como filósofo, o intelectual alcançou a fama com seu livro "Tristes Trópicos", de 1955, um relato do período em que viveu no Brasil, bem como das expedições que fez ao norte do Paraná, Mato Grosso e Goiás, onde conviveu com tribos indígenas. O livro é considerado um dos mais importantes do Século 20.

O antropólogo era um proponente do estruturalismo, teoria que busca descobrir os padrões primitivos e escondidos do pensamento que acredita-se determinam a realidade externa da cultura humana e das relações. O estruturalismo também era, Lévi-Strauss gostava de dizer, "a busca por harmonias insuspeitas".

A academia francesa e a elite cultural se mobilizaram para prestar homenagens a Lévi-Strauss com um programa de filmes, leituras e reflexões sobre sua contribuição ao pensamento moderno. Entre as mais incisivas conclusões do trabalho do antropólogo está a ideia de que não existem diferenças fundamentais entre os sistemas de crenças e mitos dos chamados povos "primitivos" e os sistemas das modernas sociedades ocidentais. As informações são da Dow Jones.

Bibliografia publicada no Brasil

• Tristes Trópicos (Companhia das Letras, 1996)
• As Estruturas Elementares do Parentesco (Vozes, 2003)
• Antropologia Estrutural (Vol. 1) (Cosac Naify, 2008)
• Antropologia Estrutural (Vol. 2) (Tempo Brasileiro, 1993)
• O Pensamento Selvagem (Papirus, 2005)
• Sociologia e Antropologia, de Marcel Mauss (introdução de Claude Lévi-Strauss, Cosac Naify, 2003)
• O Cru e o Cozido - Mitológicas (Cosac Naify, 2004)
• Do Mel às Cinzas - Mitológicas (Cosac Naify, 2005)
• A Origem dos Modos à Mesa - Mitológicas (Cosac Naify, 2006)
• O Homem Nu - Mitológicas (Cosac Naify, 2009)

Fonte: Agencia Estado

Morre o francês Claude Lévi-Strauss, pai da Antropologia Moderna

O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss faleceu, informou hoje a Academia Francesa. Lévi-Strauss era considerado o pai da antropologia moderna e tinha 100 anos. Entre seus livros mais famosos estão "Tristes trópicos", "Antropologia estrutural" e "O cru e o cozido".

Na década de 1930, Lévi-Strauss veio ao Brasil, ensinando por um período na Universidade de São Paulo (USP).
Fonte: Agencia Estado.
Foto: UNESCO.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vitória realiza sua 1ª Conferência de Cultura

Com o objetivo de subsidiar o Município da Vitória de Santo Antão, bem como seus respectivos órgãos gestores da área cultural na definição de diretrizes para elaboração do Plano Municipal de Cultura e identificar fortalecendo a transversalidade da Cultura em relação às políticas Públicas nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal), o Prefeito Elias Lira (DEM) convocou através do Decreto nº 055/2009 a I Conferência Municipal de Cultura, sob a coordenação do Secretário de Cultura, Turismo e Esportes, Dr. Paulo Roberto.

A primeira Conferência sobre Cultura em Vitória acontece nesta quinta-feira (29), a partir das 13:00 horas, no Colégio N. Sa. da Graça (Damas), localizado na Rua Melo Verçosa - Matriz.

Para o Diretor de Cultura, Pedro Ferrer, este fórum participativo reúne artistas, produtores, gestores, conselheiros, empresários, patrocinadores, pensadores e ativistas da cultura e a sociedade em geral. "Será o momento de mapear a produção cultural de Vitória de Santo Antão, discutir suas peculiaridades, contradições e necessidades estabelecendo prioridades e metas para o futuro", sinalizou.

Este evento é a etapa inicial para as Conferências de Pernambuco e a nacional, que deverá ocorrer até o final do ano e em março de 2010, respectivamente.

O tema geral tratado é "Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento". Esse tema fundamenta a concepção que hoje compreende a cultura em três dimensões: simbólica, cidadã e econômica.

Informações com Hérika Araújo (Coordenadora de Cultura) através do telefone: 81.8522.5416. Ou o telefone deste Blog 81.8827.5780.

Vi no Blog A Voz da Vitória.


Literatura no cinema é tema do Sarau Plural

O Sarau Plural - que acontece toda última terça-feira do mês na Arte Plural Galeria - chega à quarta edição explorando o mundo da literatura no cinema. O encontro, aberto ao público, será nesta terça (27), às 19h.

O escritor e cineasta pernambucano Fernando Monteiro é o convidado do evento, do qual ainda participam o escritor Homero Fonseca, o músico Flávio Brayner e o ator Sérgio Gusmão.
A Arte Plural Galeria fica na Rua da Moeda, 140, Bairro do Recife. Outras informações pelo telefone 3424.4431.

Vi no JC Online

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Em 16 estados, salário de professores do ensino básico é inferior à média nacional

Pior salário está em Pernambuco (R$ 982), o melhor, no DF (R$ 3.360). Dados do MEC mostram remuneração média de educadores em 2008.


Levantamento realizado pelo G1 a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) mostra que os professores da rede básica de educação de 16 estados recebem salário inferior à média nacional, de R$ 1.527 mensais.

Os professores do Distrito Federal são os mais bem remunerados – R$ 3.360, mais que o dobro da média brasileira. O Brasil tem 1,7 milhão de professores na rede básica de ensino.
Os números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal. Os valores já incluem gratificações.

Números se referem a 2008 e estão em um levantamento elaborado pelo MEC sobre a folha de pagamento média de professores das redes públicas municipal e estadual nos 26 estados e no Distrito Federal

Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.

O levantamento do MEC sobre a folha de pagamento dos educadores também mostra que o professor de Pernambuco é o profissional que recebe a pior remuneração: R$ 982. Em comparação com os R$ 3.360 mensais de média recebidos pelos professores do Distrito Federal, a diferença é de 242%.

Há cinco anos, os professores do Piauí, com R$ 539, tinham a pior remuneração, enquanto os profissionais de Pernambuco recebiam R$ 701. De 2003 até 2008, os educadores do Piauí viram a sua remuneração dobrar – hoje é de R$ 1.105 – enquanto os profissionais pernambucanos tiveram apenas R$ 281 de aumento.

Clique na imagem para ampliar

Vi no G1.

.. já um vizinho nosso:

Uruguai conclui distribuição de um laptop para cada aluno da escola primária

País foi o primeiro a concluir projeto voltado a escolas públicas. Cerca de 70% dos laptops foram para crianças que não tinham computador

O Uruguai se tornou o primeiro país a concluir um projeto de distribuição de laptop para cada aluno de escolas públicas primárias. Nos dois últimos anos, diz a BBC, 362 mil estudantes e 18 mil professores foram beneficiados pelo plano chamado Ceibal, baseado nos computadores XO. O projeto de Nicholas Negroponte era conhecido anteriormente como o “laptop de US$ 100” -- cada máquina custou ao Uruguai, no entanto, cerca de US$ 260.

Ainda de acordo com a BBC, 70% dos laptops foram entregues a crianças que não tinham computadores em casa.

Professora e alunos usam os computadores XO durante as atividades em sala de aula. Nos dois últimos anos, 362 mil estudantes da escola pública primária do Uruguai receberam os laptops XO – 70% deles não tinham computadores em casa. (Foto: Reuters)

O Brasil tem um projeto parecido, chamado “Um Computador por Aluno”, que já teve dois pregões – no final de 2007 e final de 2008 -- para a escolha dos 150 mil notebooks populares a serem entregues para 300 escolas públicas. Apesar de o pregão de dezembro de 2008 ter apontado a vitória do Mobilis, da indiana Encore, o projeto ainda não foi colocado em prática. Pelo pregão, cada máquina sairia a R$ 553.

Computadores nas caixas, antes de serem entregues aos alunos de escolas públicas. Projeto foi concluído nesta semana: agora,
todo estudante da escola pública primária do Uruguai tem seu próprio laptop XO, que pode ser levado para casa. (Foto: Reuters)

Vi no G1.

sábado, 3 de outubro de 2009

Resultado do Sorteio dos livros de Sumaya Bittencourt

Até 8h de hoje, recebemos 32 inscrições para participar do sorteiro do livro "A Incólume Artesã..." de autoria de Sumaya Bittencourt. O resultado foi gerado de forma aleatória, através de sistema online. E os vencedores são:

1. André Luis Cruz Gouveia (andrecgouveia@gmail.com);
2. MAria Das Graças (mary_ta_oliveira@hotmail.com).

Os vencedores deverão enviar um email para arquiles@ipetrus.com.br informando o nome para a dedicatória da autora, e endereço completo para o envio do livro. Parabéns!
PS: Os internautas premiados, deverão tirar uma foto com o livro recebido e enviar para o nosso blog.

sábado, 26 de setembro de 2009

Sumaya Bittencourt, A Incólume Artesã...

A arte de Sumaya Bittencourt é de uma singularidade impressionante. Não só pela imensa qualidade indiscutível em seus versos, mas pela sua ousadia em publicá-los em livro. Sim! Publicar é de uma ousadia imensa. É abrir-se por inteiro para que desconhecidos mergulhem em seu interior sem estar preocupado com absolutamente nada. A autora e a obra vivem um verdadeiro paradoxo. De um lado, a autora afirma: “Nunca me disse poeta” do outro a obra descaradamente lhe contradiz, classificando-a não só como poeta, mas como uma daquelas que verdadeiramente exprimem o sentimento humano. Criar é inerente à vontade do homem, como ser. Criar algo com qualidade é outra história.

O livro de Sumaya está muito bom. São 38 poesias organizadas em quatro partes que complementam o seu título. Belamente ilustrado pelo André Macambira e publicado pela Editora Baraúna, sob supervisão editorial do escritor que vos fala e coordenado pelo escritor José Ricardo Paes Barreto.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A GRANDE VIAGEM, por Sumaya Bittencourt

Quando falamos ou pensamos no vocábulo ‘viagem’, assomam-nos imagens de paisagens, hotéis, automóvel, avião... Lembramos lugares onde estivemos e ficamos a pensar em tantos outros que sonhamos conhecer.

Não sei você leitor, mas, o melhor da viagem está na volta para casa. Por melhor que haja sido, por mais divertido e interessante, ah... meu quarto, minha cama, minha privacidade, minha família...

Há pessoas, ao retornarem de uma dessas maravilhosas viagens, que comentam: “estava tão bom lá que, se pudesse não teria voltado”. Bem, há quereres e quereres. Não sei quão esplendoroso deva ser o lugar ao qual se referiam, eu não estive lá. Talvez, suas camas sejam desconfortáveis ou suas famílias sejam ninhos de cobras. Não importa. Algo que desconheço motivou-as a sentirem e falarem daquele jeito.

Uma outra classe de viajantes, distingue-se dos aqui mencionados. Esta, geralmente, viaja sem sair do lugar, embora, também tenha gastos, utilize passagens e transportes. Estão por aí circulando. Estes são os que fazem uso de substâncias que os levam para outro lugar sem que seja necessário sair do lugar. Podemos citar algumas dessas substâncias, como: anfetaminas, barbitúricos, maconha, cocaína, álcool, êxtase, crack... ufa... e outras. Toda uma gama de passagens e passaportes para os que optam por chegar a seus lugares preferidos. Só há um pequeno detalhe: muitas vezes, perdem-se no caminho e não têm direito à volta, ainda que assim o queiram.

Pensando bem e refletindo um pouco sobre essas coisas, cheguei a uma bela conclusão: A GRANDE VIAGEM está muito além de tudo isto. Dispensa malas e bagagens, gastos, passagens, transportes... É a mais excitante de todas! Seu instrumento é a mais louca sobriedade. Para realizá-la são necessários neurônios sadios e funcionais, atenção, sensopercepção, cognição..., tudo em seu devido lugar.

Fantasticamente, podemos desfrutar do inesgotável prazer da viagem à mente humana. Suas circunvoluções nos concedem a melhor das trilhas, sua profundidade o mais indescritível mergulho, as incógnitas a desvendar-se motivam-nos a uma constante e eterna viagem com idas e vindas, nunca sem volta. Mistério, surpresa e prazer fazem parte do roteiro da GRANDE VIAGEM À MENTE HUMANA.

Sumaya Bittencourt.
Poetisa. Autora do livro "A Incólume Artesã...", pela Editora Baraúna.

sábado, 8 de agosto de 2009

A novela mexicana do senado.

Nossos senadores fazem do Congresso um verdadeiro front de batalha. São como cães raivosos, doidos para dar bote em seus iguais. Enquanto isso nos, os telespectadores deste circo da mediocridade política, ficamos atônitos com a falta de respeito, não só entre eles, mas conosco que o creditamos poder, como representantes. Não sei quem é o pior: eles que estão lá, ou nós que os escolhemos, achando absolutamente normal o fato de políticos serem, como são.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sobre a inveja.

O pior de todos os sentimentos é a inveja. Não que a irresponsabilidade dos atos seja creditada a ela, mas a sua falta de controle conduz as pessoas para que façam coisas absurdas. Num ambiente corporativo, por exemplo, é notória a falta de competência profissional dos que nutrem esse sentimento. Quando não se consegue o reconhecimento por seus próprios méritos, somado a evidência do profissionalismo de um outrem, o resultado são ações desorientadas da inveja. A ascensão de alguém, aos olhos de quem alimenta este sentimento, é no mínimo frustrante. É o ódio a superioridade, corroendo como ferrugem. O subconsciente trata de gerar o conflito: a dor em saber que sua incompetência não vai lhe proporcionar o reconhecimento por ela (ou para ela?) merecido, o resultado é o que a psicologia chama de formação reativa, mecanismo de defesa dos mais “fracos” contra os mais “fortes”, gerando a disputa por poder e status. O tempo perdido nessa batalha egocêntrica poderia ser aproveitado de outras formas, como por exemplo, no foco em suas virtudes e não nas virtudes de um outro. É neste momento que lembramos daquele velho ditado: “Inveja mata” e mata mesmo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A moça do caixa

Vai chegar no Brasil (e em outros nove países) um livro que já vendeu mais de 100 mil cópias na França e foi publicado pela primeira vez em junho do ano passado: “Les tribulations d’une cassière”, algo como “A atribulações de uma caixa”. São as histórias de Anna Sam, uma moça de 29 anos que passou oito anos trabalhando meio período como caixa de supermercado para pagar a faculdade (e sustentar-se, depois que se formou).

Todo dia ela presenciava atitudes grosseiras, situações em que se sentia humilhada, comentários indelicados de clientes, daqueles que a gente sente vergonha de ouvir – mesmo quando não é com a gente. Algo como o pai dizendo para o filho estudar, senão ia acabar trabalhando atrás do balcão.

Mas havia também histórias de encontros, de solidariedade e de gentileza. Então, em 2007, ela criou um blog anônimo pra contar suas histórias e seus tormentos: imagine repetir mais de 200 vezes por dia: “Você tem um cartão de fidelidade?” ou “Você pode retirar o seu cartão, por favor?” e, ainda “Obrigada, tenha um bom dia”!

Do blog, ela virou matéria de um jornal local, depois, apareceu em tvs e em rádios francesas, recebeu a proposta de transformar o blog em livro e pediu demissão. Suas histórias devem, ainda, ganhar adaptação para o teatro e o cinema.

Vamos aguardar.


Fonte: BBCBrasil
Foto de divulgação: Editora Stock/Marc Ollivier

sexta-feira, 24 de julho de 2009

"Subversão do dicionário" por Cristovam Buarque

Mais de uma vez o presidente Lula jantou em minha casa, antes de assumir a Presidência da República. Naquelas ocasiões, gostaria de ter lhe servido pizzas feitas por mim e que ele tivesse me chamado de um bom pizzaiolo. Usando a palavra como substantivo que se refere a quem faz pizza. Mas sou incompetente para a cozinha: não mereço ser chamado de pizzaiolo. Entretanto, não gostei de vê-lo chamando os senadores de pizzaiolos, usando essa palavra como se fosse um adjetivo para indicar político que acoberta malfeitos e engana o povo. Como político, não me senti atingido, porque nunca participei de qualquer CPI; portanto, nunca fiz “pizzas”, não sou “pizzaiolo”. Mas, como educador, senti obrigação de me manifestar diante da infeliz declaração do presidente.

O presidente corrompeu o dicionário, como no passado outros fizeram usando “barbeiro” como sinônimo de mau motorista, “açougueiro” como sinônimo de assassino feroz, “poeta” como sinônimo de lunático. Nenhum barbeiro reclama quando se usa seu substantivo de ofício como adjetivo pejorativo, nem os poetas, nem os açougueiros, porque eles não se sentem atingidos, sabem que a palavra tem significados diferentes.

Os pizzaiolos, entretanto, reclamaram, corretamente, porque foram surpreendidos com esse novo significado para adjetivar o senador pizzaiolo: aquele que acoberta corrupção. Se tivesse partido de outra pessoa, era possível que o significado adicional não prosperasse, mas vindo do presidente da República, o termo vai adquirir esse novo significado. Esta é a gravidade do uso da palavra pelo presidente: porque ele faz opinião.

Por essa razão, foi preciso que alguns senadores protestassem. Não por serem elogiados como fabricantes de pizzas, mas por serem desmoralizados como fabricantes de mentiras. Seria o mesmo que, aproveitando a crise moral do Senado e de muitos senadores, o presidente usasse a palavra senador como adjetivo de pizzaiolo sem competência para fazer boas pizzas ou aqueles que enganassem os clientes fazendo pizzas diferentes da descrição no cardápio.

Como educador e democrata, protestei porque, vindo do presidente da República, a crítica generalizada ao Senado corrompe a opinião pública, especialmente a juventude e as crianças, ao desmoralizar as instituições republicanas. Ao generalizar, ele passou da crítica aos senadores à crítica a uma das casas do Congresso. E a população, os jovens, as crianças passam a respeitar ainda menos o Senado, já desmoralizado pelo comportamento dos próprios senadores. A sociedade diminui seu compromisso com a democracia: o presidente deseducou o povo.

Para o bem ou para o mal, o presidente da República é o principal educador de um país. O que ele diz forma conceitos. Ainda mais quando o presidente tem carisma e popularidade. É uma pena que, ao seu lado, não haja quem o alerte para essa imensa responsabilidade que ele tem. Talvez porque, prisioneiros dos cargos e do respeito que, hoje em dia, beira o endeusamento, as pessoas ao seu redor se acovardam ou perdem o sentido republicano. Criou-se a ideia de que criticar o presidente Lula é um suicídio político. Os intelectuais se calaram, os sindicatos se acomodaram, os políticos se enquadraram.

Por isso é preciso alguém chamar-lhe atenção, mesmo que isso signifique o suicídio político de quem toma a iniciativa. Afinal, se antes se morria lutando pela democracia, muito mais se justifica a derrota política em defesa da República e da educação dos jovens e das crianças.

Cristovam Buarque é professor da Universidade de Brasília (UnB) e senador pelo PDT/DF.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Trailer de "Alice no Pais das Maravilhas" de Tim Burton é publicado na web.


A obra clássica de Lewis Carrol, ganhará nova versão cinematográfica, desta vez pelos olhos de Tim Burton (o mesmo diretor de "A fantástica fábrica de chocolate", "A noiva cadáver" e "Batman" entre outros.)

O filme estréia em 2010 e conta com Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Anne Hathaway (Rainha Branca), Helena Bonham Carter (Rainha de Copas) e Mia Wasikowska (Alice).

Veja o trailer:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Morre o escritor Frank McCourt

Há pouco, enquanto lia alguns jornais pela net, me deparei com a triste noticia da morte do autor de "As Cinzas de Ângela", livro autobiográfico de muito sucesso, um de meus livros de "cabeceira", daqueles poucos que a gente nunca se cansa de reler.

Em As cinzas de Ângela (título original: Angela’s ashes), de 1996, o ex-professor retratou sua infância na cidade irlandesa de Limerick. O livro lhe valeu um prêmio Pulitzer, o mais prestigioso da literatura americana, e também foi adaptado para o cinema.

O sofrimento lírico no relato de Frank me fez rever os conceitos de dor e de estética. Recomendo a leitura.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Medicina de Balcão

Há poucos dias, minha genitora passou por sérios problemas de saúde. E só foi parar num hospital, porque estava nas ultimas sem aguentar a dor numa das pernas. Diagnosticaram uma trombose na veia femoral. Foi internada as pressas, uma correria danada. Alguns dias depois, veio uma notícia que me fez ficar preocupado: a trombose havia gerado uma complicação maior, uma embolia pulmonar. Nesses casos, após conversa com o médico, o que se espera é o pior, afinal minha genitora poderia ir a óbito a qualquer momento em decorrência às complicações que a embolia poderia gerar. Após dez dias de tratamento, recebeu alta. Pulou uma fogueira de costas. Essa hora deve estar de repouso, lá em casa. Mas todo efeito, tem uma causa. Tomava remédios hormonais e de pressão, sem acompanhamento médico. Parei para imaginar quantos milhares de pessoas se automedicam como se tivessem gabarito para fazê-lo. Por certo são médicos que passaram anos estudando para auto-consultar. Pior: alguns fazem de balconistas de farmácia seus médicos particulares. Imagino as milhares de pessoas, que tomam medicamentos sem prescrição alguma, até para simples dores. Ora, uma “simples dor de cabeça” é sinal que há algo errado em seu corpo. Recomenda-se procurar um médico, mas, normalmente o que se faz é algo bem diferente. Procura-se um balconista e toma-se um remédio prescrito por ele, que talvez, não seria o recomendado para resolver o problema. Isso é preocupante, não acha? Dizem que a ANVISA esta instituindo novas regras de funcionamento para as farmácias. Mas, a maioria (se não todas) das farmácias está mais preocupada em vender, do que com o bem estar de seus clientes. Sejamos francos: cliente saudável, não é cliente rentável. Então, evitemos essa Medicina de Balcão e sejamos mais responsáveis com o nosso corpo: em caso de problemas na saúde, que procuremos um médico. Afinal, quando o seu automóvel quebra e precisa de um mecânico, por certo você não procura um cozinheiro. Ou procura?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Video para refletir.

sábado, 27 de junho de 2009

Wagner Moura vem ao Recife este fim de semana como Hamlet

Uma das peças mais encenadas na história do teatro chega ao Recife neste fim de semana. Hamlet, escrita por William Shakespeare no final do século XVII, será apresentada nestes sábado (27) e domingo (28), no Teatro da UFPE. Com Wagner Moura no papel do Príncipe da Dinamarca, a montagem é dirigida por Aderbal Freire-Filho. A capital pernambucana abre a turnê brasileira da peça, que passou um ano sendo encenada apenas no eixo Rio-São Paulo.

O diretor fez uma nova tradução da peça, em parceria com a professora de inglês Barbara Harrington e com o próprio Wagner Moura. Segundo o diretor, o objetivo foi ser fiel ao universo shakesperiano, privilegiando menos o campo literário e buscando a humanidade do que é dito. Ainda de acordo Aderbal Freire-Filho, sua direção é norteada pelo caráter metateatral tão presente na obra de Shakespeare, especialmente em Hamlet. O diretor explica que, em cena, os atores estarão sempre no palco, como se fossem uma companhia de teatro contando a história.

O elenco conta com dez atores e traz nomes como Georgiana Góes (Ofélia), Caio Junqueira (Horácio), Fábio Lago (Laerte) e também a dupla Gillray Coutinho (Prêmio Eletrobras por ‘O Púcaro Búlgaro’) e Cláudio Mendes (O que diz Molero), parceiros de longa data de Freire-Filho. Carla Ribas volta ao teatro para viver a rainha Gertrudes, depois de protagonizar o elogiado longa A Casa de Alice, selecionado para a última edição do Festival de Berlim.

A cenografia fica por conta da dupla Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque e os figurinos são de Marcelo Pies. A trilha sonora é assinada por Rodrigo Amarante, que integrou a banda Los Hermanos.

O espetáculo tem início às 20h no sábado e 19h no domingo. O preço para cadeiras é R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) e para o balcão 1º andar. R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Vi no JC.
Foto Divulgação

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Frase da semana: Cristovam Buarque.

Não é possível ter uma sala de aula disciplinada com quadro-negro e
giz para crianças acostumadas ao efeito especial.


(Cristovam Buarque, em seu Twitter).

Novas e Novas.

Fui ao RN esse fim de semana e voltei casado!

Ocorreu tudo como manda o figurino; de "papel passado" e tudo mais.

Agora é trabalhar, pra ser feliz. risos...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Estátua da Liberdade

Hoje faz 124 anos que a Estátua da Liberdade chegou a Nova Iorque, o monumento foi um presente dado por Napoleão III, como prêmio aos Estados Unidos após uma batalha vencida contra a Inglaterra.

O historiador francês Edouard de Laboulaye foi quem primeiro propôs a idéia do presente, e o povo francês arrecadou os fundos para que, em 1875, a equipe do escultor Frédéric Auguste Bartholdi começasse a trabalhar na estátua colossal.

O projeto sofreu várias demoras porque naquela época não era politicamente conveniente que, na França imperial, se comemorassem as virtudes da ascendente república norte-americana. Não obstante, com a queda do Imperador Napoleão III, em 1871, revitalizou-se a idéia dum presente aos Estados Unidos. Em julho daquele ano, Bartholdi fez uma viagem aos Estados Unidos e encontrou o que ele julgava ser o local ideal para a futura estátua - uma ilhota na baía de Nova Iorque, posteriormente chamada Ilha da Liberdade (batizada oficialmente como ilha Liberty em 1956).

Cheio de entusiasmo, Bartholdi levou avante seus planos para uma imponente estátua. Tornou-se patente que ele incorporara símbolos de determinado rito da Maçonaria em seu projeto. Isto, talvez, não era uma grande surpresa, já que ele era maçom. Segundo os iluministas, por meio desta foi dado "sabedoria" nos ideais da Revolução Francesa. O presente monumental foi, portanto, uma lembrança do apoio intelectual dado pelos americanos aos franceses em sua revolução, em 1789.


Referências: Wikipédia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Novidades nem tão novas.

Nos últimos dias o blog vem mantendo o seu número de acessos. Agradeço, mas me desculpo pela falta de tempo para atualizá-lo; as coisas tão agitadas tanto no trabalho como na vida pessoal. Estou me casado daqui a poucos dias. Verdade! Próxima quarta-feira devo viajar para o rio grande do norte. Caso no sábado. Desejem-me boa sorte.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sinfônica do Recife se rende ao clima junino no Santa Isabel

A Orquestra Sinfônica do Recife se rende ao clima junino e apresenta, nesta terça-feira (9), às 20h, no Teatro de Santa Isabel, o Concerto de São João, com arranjos sinfônicos do cancioneiro da época. O programa traz obras de Luiz Gonzaga e seus parceiros com arranjos de Ciro Pereira, Maestro Duda e Clóvis Pereira. O sanfoneiro Gennaro fará participação como solista, quando interpretará obras do mestre Sivuca.

Regente da orquestra, o maestro Osman Gioia revela que foram escritos, especialmente para a noite, arranjos inéditos de obras dos homenageados do São João do Recife 2009 - João Silva e Jackson do Pandeiro - pelos arranjadores Nilson Lopes e Marco Cezar.

A apresentação será aberta com “Mourão”, de Guerra Peixe e Clóvis Pereira. Seguindo a linha que mescla a música erudita e a música nordestina, o público será contemplado com composições como “Chegança” e “Momento Armorial”, de Benny Wolkoff.

No mesmo dia do concerto, a partir das 9h, a Orquestra Sinfônica do Recife realizará Ensaio Aberto para estudantes e profissionais de música. A entrada é franca.
Fonte: JC Online
Foto: Divulgação

Pato Donald completa 75 anos

O Pato Donald, um dos personagens fetiches de Walt Disney, aquele a quem a vida não para de apresentar dificuldades, mas que luta contra a adversidade com a mesma energia desajeitada, festeja nesta terça-feira (8) seus 75 anos.

Donald apareceu pela primeira vez em 9 de junho de 1934 em um curta-metragem da série dos Silly Symphonies, "A Galinha Espertalhona", adaptada de um conto russo em que uma pequena galinha procura ajuda para plantar um campo de milho. Donald, seu vizinho, faz de tudo para não ter de colocar as mãos na massa.

Donald se torna um herói de desenho animado a partir de 1937. Ele então recebe a companhia de seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, e da fiel Margarida, da qual mal conhecemos o grau de intimidade com este gentil anti-herói. Em 1947, surge o tio Patinhas.

De bom coração, Donald já exerceu durante estes 75 anos uma centena de profissões, sem realmente convencer em nenhuma delas, além de se ver regularmente sem dinheiro.

Walt Disney quis criar um personagem que fizesse contraponto com Mickey Mouse. E, segundo o site da Disney, o temperamento de Donald lhe valeu rapidamente uma popularidade que fará dele o herói de um número de desenhos animados maior que o do próprio Mickey: 128 exatamente, sem contar suas inúmeras aparições em outros desenhos ao lado de Mickey e Pluto, por exemplo.

Fonte: Diário do Grande ABC