sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Projeto apresenta poetas pernambucanos para alunos de escolas públicas

Alunos da rede pública de ensino da Região Metropolitana do Recife passarão a contar, a partir desta sexta-feira (26), com workshops gratuitos sobre os poetas pernambucanos. Trata-se do projeto Pernambucando nas Escolas, que irá promover, às 9h, uma oficina para estudantes das escolas públicas da capital pernambucana, dedicado aos poetas Carlos Pena Filho e Celina de Holanda.

Na próxima segunda (29), às 14h, é a vez dos alunos de Jaboatão dos Guararapes aprenderem sobre a obra de Alberto Cunha Melo e Maria Barreto Campelo. Já na terça (30), também às 14h, Lucila Nogueira e Tereza Tenório serão os objetos de estudo. No Recife, as oficinas serão ministradas no auditório do IEP, e em Jaboatão, no Espaço Ermírio de Moraes, em Piedade.

O projeto, coordenado pelo escritor André Cervinskins e com curadoria pedagógica de Raimundo Carrer, vai trabalhar a literatura de forma compreensiva, fortalecendo o conhecimento sobre os poetas locais, além de estimular a leitura. Os alunos participantes receberão um kit com o livro 'O Brasil de Manuel Bandeira' e um CD com poemas na voz de Bandeira.

As inscrições para os cursos podem ser realizadas pelo telefone: (81) 3082.4871 /9654.6507.

Fonte: PE360graus.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Chão dos cabelos roxos


Corremos desembestados pela rua tentando se livrar do pegador. Como ele era rápido demais, a estratégia era procurar algum lugar que servisse como esconderijo. Dois deles, coitados, já haviam virado estátua, quando de uma hora pra outra alguém veio com a brilhante idéia.:Vamos lá pra baixo, pro pé de jambo? Descemos correndo até o terreiro. Enquanto uns tentavam subir na árvore, eu preferia ficar sentado na sombra enquanto mastigava algumas daquelas deliciosas folhas, que caiam com o alvoroço dos meninos pendurados lá em cima. Ouvia a pancada dos frutos no chão dos cabelos roxos, deixando aquele cheiro de jambo pairando no ar. Adorava jambo. Ainda assim, preferia mastigar as folhas.

França recorda Jean Genet, escritor genial, delinquente, ladrão

Jean Genet será homenageado durante cinco dias. Foto: Reprodução
Jean Genet era considerado poeta, 
narrador e dramaturgo -  
Foto: Reprodução
A França recorda o escritor Jean Genet (1910-1986) por ocasião do centenário de seu nascimento, com um espetáculo a ser apresentado em Paris na próxima terça-feira (23), no Teatro Odéon.

A apresentação ficará por conta da atriz Jeanne Moreau, ao que se seguirão debates, leituras, filmes e até um show de rock.

O diretor do Odeón, Olivier Py, que considera o poeta, narrador e dramaturgo um "rebelde absoluto", afirmou que a homenagem de cinco dias evoca "os três corpos de Genet: poético, político e espiritual".

Moreau, que foi amiga do autor, e o cantor pop Étienne Daho vão interpretar, juntos, O Condenado à morte, um longo poema de amor escrito por Genet em 1942, da prisão de Fresnes, periferia de Paris, onde cumpria pena por roubo.

Em dueto, Moreau e Daho relembrarão a primeira obra conhecida de Genet, que também evoca em suas criações literárias dois romances escritos na prisão, nos quais fala da orfandade - foi abandonado aos sete meses -, do reformatório, da delinquência, de sua vida de desertor da Legião Estrangeira e de seus amores homossexuais.

Fonte: Terra

Quem foi Jean Genet?

Jean Genet (Paris, 19 de dezembro de 1910- 15 de abril de 1986) foi um proeminente e controverso escritor, poeta e dramaturgo francês.

Filho de uma prostituta, de pai desconhecido, foi adotado por um casal de Morvan, na Borgonha. Naquele tempo era comum enviar às regiões rurais as crianças abandonadas da capital.

Após abandonar a família adotiva, Genet passou a juventude em reformatórios e prisões onde afirmou sua homossexualidade. Enquanto compunha romances ou peças consagradas como O Balcão, Os Negros e Os Biombos, criou uma mitologia pessoal marcada por escândalos, roubos e rixas. Colecionou uma sucessão de amantes, que o acompanharam pelo baixo mundo parisiense e conquistou a nata da intelectualidade européia. Seus primeiros trabalhos, Nossa Senhora das Flores e O Milagre da Rosa, chamaram a atenção de Jean Cocteau, mas foi através da influência de Jean Paul Sartre que ficou famoso.

Foi também amigo de outras importantes personalidades de seu tempo: o filósofos Jacques Derrida e Michel Foucault, os escritores Juan Goytisolo e Alberto Moravia, os compositores Igor Stravinski e Pierre Boulez, o diretor de teatro Roger Blin, os pintores Leonor Fini e Christian Bérad, os líderes políticos Georges Pompidou e François Mitterrand.

Depois do suicídio de um de seus amantes e do amigo e tradutor Bernard Frechtman, ele próprio tentou matar-se. Genet atravessou a década de 1960 colhendo frutos de sucesso de seus romances, peças e roteiros. Mas, a partir dos anos 1970 até a sua morte, em 1986, engajou-se na defesa de trabalhadores imigrantes na França, assumiu a causa dos palestinos e envolveu-se com líderes de movimentos norte-americanos como Panteras Negras e Beatniks.

Publicou suas memórias no livro "Diário de um Ladrão", onde narra suas aventuras e andanças pela Europa, suas paixões e seus sentimentos.

Brasil

O Balcão tornou-se uma montagem de grande sucesso no teatro brasileiro, encenada pelo diretor argentino Victor Garcia, numa cenografia muito peculiar e inovadora, produzida por Ruth Escobar na sala Gil Vicente em 1969.
O cenógrafo arquiteto Wladimir Pereira Cardoso descreve este cenário, no programa do espetáculo:
Desde meu primeiro cenário para Soraya, Posto 2, de Pedro Bloch, eu tinha a preocupação das soluções verticais. Ali, dentro do palco italiano construí um edifício de cinco andares. Na verdade, eu já havia imaginado um cenário semelhante ao Balcão para o espetáculo shakespeareano que o diretor inglês Mike Bodganov deveria montar a convite da Ruth Escobar. Daí como no Globe Theatre de Londres, a solução eram cinco andares. Esta forma afunilada se presta muito para que os espectadores, ao mesmo tempo em que têm uma visão global do bordel, fiquem como que suspensos no ar (…) Quando estive em Praga, dialoguei muito com o cenógrafo Svoboda, que fez um palco acrílico iluminado de baixo para cima. Em O Balcão utilizo uma idéia semelhante, iluminando-se o ambiente por meio de um espelho parabólico, escavado no concreto do porão, que está cinco metros abaixo do palco. Ficou uma concha elipsoidal com plástico espelhado, desempenhando função semelhante à de um farol de automóvel.(…) Há ainda um módulo que sobe e desce. Neste palco móvel passam-se muitas cenas, mas os atores distribuem-se por todo o teatro, inclusive nos passadiços inclinados em que fica o público. Do urdimento, desce uma rampa em espiral com nove metros de altura, sendo utilizada em alguns quadros (do espelho parabólico ao urdimento há uma distância de 20 metros). Além disso, foram instalados cinco elevadores individuais e dois guindastes suspendem duas gaiolas, onde dialogam Irma e Carmem. (in Ana Lúcia Vasconcelos, acesso em 16/10/2009)

Fonte: Wikipédia

Festival de Brasília começa nesta terça com tributo a Reichenbach

Amor? filme  
Julia Lemmertz em cena do longa 'Amor?', que
participa da competição (Foto: Divulgação)
O 43º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro começa nesta terça-feira (23) com uma homenagem ao diretor Carlos Reichenbach. O evento será aberto com a exibição do filme “Líliam M – Relatório confidencial”, produzido por Reichenbach em 1974, em cópia restaurada, somente para convidados. O curta inédito “50 anos em 5”, de José Eduardo Belmonte (de “Se nada mais der certo”), também participa da cerimônia de abertura.

Este ano, o festival apresenta seis longas-metragens, 12 curtas-metragens em 35mm e 22 curtas e médias-metragens digitais em competição. Entre os longas que disputam o Candango de melhor filme, no valor de R$ 80 mil, estão os novos trabalhos dos diretores João Jardim (de “Janela da alma”) e Eryk Rocha (de “Pachamama”), que lançam “Amor?” e “Transeunte”, respectivamente. O primeiro é uma mistura de documentário e ficção que reúne Julia Lemmertz, Lilia Cabral e Eduardo Moskovis no elenco. Já “Transeunte” mostra o cotidiano de um aposentado que vaga pelas ruas do Rio de Janeiro.

Também concorrem “A alegria”, da dupla Felipe Bragança e Marina Meliande, premiada no Festival de Tiradentes, “Os residentes”, segunda produção do crítico de cinema Tiago Mata Machado, “O céu sobre os ombros”, longa de estreia do mineiro Sérgio Borges, e “Vigias”, do brasiliense radicado em Recife Marcelo Lordello.

PremiaçãoNo dia 30, data do encerramento, serão conhecidos os vencedores da 43ª edição do evento, com exibição do longa "Os deuses e os mortos", de Ruy Guerra, em sessão também restrita a convidados.

O júri da mostra competitiva de filmes em 35mm (longas e curtas) será formado por Ana Miranda (romancista), André Brasil (pesquisador de Comunicação e Cinema), Anna Muylaert (roteirista e diretora), Antonio Carlos da Fontoura (produtor, escritor e diretor), Bidô Galvão (atriz), Erik de Castro, (diretor) e Kleber Mendonça (crítico de cinema, diretor e roteirista). Já o júri da mostra de filmes em digital terá André Miranda (diretor), Anna Azevedo (diretora) e Suzy Capó (distribuidora).

A programação detalhada, com todas as reprises e atividades paralelas, pode ser acessada nos sites www.festbrasilia.com.br.

Fonte: G1

sábado, 20 de novembro de 2010

Prêmio Jabuti cria polêmica no meio literário


A decisão da editora Record de abandonar o prêmio Jabuti, anunciada na semana passada, chamou a atenção para o regulamento da festa, promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Autores como Laurentino Gomes e Cristóvão Tezza, laureados em edições anteriores, defendem regras mais claras para a escolha do vencedor de Livro do Ano, entregue para “Leite Derramado” (Companhia das Letras), de Chico Buarque, que havia ficado em segundo lugar na categoria Romance na primeira fase do prêmio, atrás de "Se Eu Fechar os Olhos Agora" (Record), de Edney Silvestre. Contestada, a vitória motivou a criação de uma petição online, intitulada “Chico, devolve o Jabuti!”, com quase 6 mil assinaturas.

Em seu blog, Laurentino Gomes – autor do best-seller “1808”, ganhador do Jabuti de Melhor Livro-Reportagem e Livro do Ano de Não-Ficção, e “1822”, há dez semanas na lista dos mais vendidos – afirma que o afastamento da Record é ruim para a existência de um “mercado editorial ágil e vigoroso” no país e compara a situação ao impasse da revista Veja nos anos 1990 com os critérios de avaliação do prêmio Esso de Jornalismo. A revista decidiu não concorrer mais à premiação e o Esso, segundo ele, perdeu a relevância. “É preciso evitar que isso se repita com o Jabuti”, escreve. “A hora é de negociação e entendimento, não de confronto. A literatura brasileira merece esse esforço.”

Criado em 1957, o Jabuti se tornou ao longo das décadas o prêmio mais prestigioso da literatura nacional. A partir de 1991, além do troféu por categorias, passou a entregar o prêmio de Livro do Ano de Ficção e, dois anos depois, também o Livro do Ano de Não-Ficção. A primeira fase da premiação conta com um júri de três especialistas por categoria – 21 no total, como Romance, Poesia, Tradução e Capa, por exemplo –, que distribuem os vencedores entre primeiro, segundo e terceiro lugar. Para Livro do Ano, todos eles concorrem, não só o primeiro colocado, e o ganhador é escolhido a partir dos votos dos associados da CBL, que envolve ainda entidades como o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Associação Nacional de Livrarias (ANL) e Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL).

Na última década, ao menos em outras duas ocasiões o vencedor de Livro do Ano também não venceu em sua categoria original. Em 2004, Chico Buarque, terceiro colocado em Romance com “Budapeste”, foi o escolhido, enquanto “Mongólia”, de Bernardo de Carvalho, havia sido o eleito pelo júri. Em seu site oficial, a CBL cita a incongruência como um “fato curioso” na história da premiação. Em 2008, a mesma coisa aconteceu: Cristovão Tezza, que arrebatou a grande maioria dos prêmios literários da época com “O Filho Eterno”, inclusive o Jabuti na categoria Romance, viu o Livro do Ano nas mãos de Ignácio de Loyola Brandão, segundo lugar na categoria infantil com “O Menino que Vendia Palavras” – “Sei Por Ouvir Dizer”, de Bartolomeu Campos de Queirós, era o primeiro.

“Desrespeito” ao júri
Em entrevista ao iG, o presidente do Grupo Editorial Record, Sérgio Machado, admite que a primeira fase do prêmio é conferida por especialistas e a segunda, o Livro do Ano, representa, de certa forma, os empresários do setor. Machado, no entanto, não acredita no mérito de uma premiação assim, que, segundo ele, pelo número de votantes, favoreceria pessoas com maior capacidade midiática, caso de Chico. Além disso, duvida que os participantes tenham lido os concorrentes. “Vocês estão dizendo que ‘Leite Derramado’ é melhor do que ‘Se Eu Fechar os Olhos Agora’? Quem leu, não achou.”

Para o empresário, o objetivo de um prêmio literário é surpreender e revelar, “indicar o novo”, não aquilo que o leitor já conhece, e alfinetou mais uma vez os colegas e a CBL, afirmando que, se a ideia é contrariar os jurados, o Livro do Ano podia ser entregue a qualquer obra, não só aos finalistas da primeira fase. “Se de fato o setor entende que os júris não são confiáveis, capacitados, então por que restringir a eleição aos três primeiros colocados?”, pergunta. “Esse regulamento é desrespeitoso com os autores, que perdem, e o júri, que vê sua escolha técnica desautorizada publicamente.”

Na opinião de Laurentino Gomes, uma solução justa, transparente e fácil de entender seria que só os ganhadores de cada categoria pudessem concorrer. “Essa lista tríplice deixa um grau de relativismo sobre o que se está julgando, se qualidade literária, venda, nome do autor... Cria polêmica onde não deveria ter.” Por isso mesmo, Cristovão Tezza, embora receoso ( “tudo o que eu disser pode soar em defesa de causa própria”), defende regras claras para a premiação. “É preciso critérios mais literários, objetivos. A marca Jabuti é um patrimônio brasileiro, de grande relevância, que às vezes deixa de ser por questões esdrúxulas, incompreensíveis para o leitor comum.”

Política na premiação
O relativismo apontado por Laurentino tem destino certo na boca do presidente da Record: política. A carta assinada por ele falava em “critérios políticos” e "pequena política do setor livreiro-editorial". O primeiro ponto, segundo Machado, tem a ver com os gritos de “Dilma, Dilma” da plateia quando Chico Buarque, correligionário célebre, subiu ao palco da Sala São Paulo para receber o prêmio, no dia 04 de novembro.

Além disso, a ganhadora do Livro do Ano de Não-Ficção, a psicanalista Maria Rita Kehl, teve notoriedade na época da eleição por defender abertamente uma candidatura em sua coluna no jornal O Estado de São Paulo. “Isso me deu a sensação de que o prêmio tivesse se contaminado por valores políticos e não de conteúdo”, diz Machado. “Nem estou alegando que tenha sido, mas da forma como está formulado, permite esse tipo de situação. Evidentemente não são critérios literários.”

Já a "pequena política do setor livreiro-editorial" estaria relacionada a um eventual interesse de favorecer uma editora a outra, o que prejudicaria o autor. “Isso tudo é possível dentro das regras atuais”, continua Machado.

O protesto que motiva a petição online “Chico, devolve o Jabuti!” segue o mesmo raciocínio. A apresentação do abaixo assinado garante que ocorreu uma premiação política, e não literária. “Como pode o segundo lugar da subcategoria se transformar, depois, no primeiro lugar da categoria geral? É uma lógica ou malandra ou asinina. Burros, eles não são. Então se trata mesmo de malandragem”, diz o texto.

Para Laurentino Gomes, a devolução do Jabuti só pioraria as coisas. “É mais ou menos como querer tirar o Tiririca do Congresso depois dele receber mais de um milhão de votos. Imagina, cassar o Jabuti do Chico, resolver no tapetão? É tornar o problema maior do que já é.” A Companhia das Letras, editora dos livros de Chico Buarque, não quis se manifestar.

“Chanchada” literária
O presidente da Record também não questiona o dono do prêmio – “Chico deveria ganhar até o Nobel” –, mas insiste na mudança das regras e explica que a decisão da editora de deixar o Jabuti pretende, no fundo, estimular um debate democrático. “Levantei essa questão para que todo mundo possa discutir. Mesmo participante assíduo do prêmio, não fui lá apresentar sugestões porque parece uma ação de querer manipular.” Por isso, diz ter feito tudo com grande antecedência, para não prejudicar a próxima edição do Jabuti. “A CBL não pode afirmar que está surpreendida, José Luís [Goldfarb, presidente da comissão do prêmio] reconhece que é muito cobrado.”

Em comunicado, a CBL afirma que todos os participantes declaram conhecer as regras no ato da inscrição e que, ao longo de 52 anos, o Jabuti “sempre se pautou pela lisura e cumprimento de seu regulamento”. A entidade ainda atesta que os votantes de Livro do Ano de Ficção e Não-Ficção são “representantes do mercado editorial com profundo conhecimento do universo do livro e da literatura”. Mesmo assim, explica que os questionamentos sobre o regulamento serão debatidos pela comissão do prêmio na primeira reunião do Jabuti 2011.

Machado comemora, mas sustenta que a Record só voltará a disputar o Jabuti se ocorrer alguma mudança. Isso não significa, no entanto, que os próprios autores não possam se inscrever: o presidente da editora deixou essa possibilidade aberta, ou “facultativa”, como diz. “Não posso obrigá-los, mas eles que peguem o dinheiro e façam a inscrição. Não quero financiar essa comédia, o que não quer dizer que a chanchada não possa continuar.”

Marco Tomazzoni, iG São Paulo
Foto:AE

Chico Buarque ganha mais um prêmio com 'Leite Derramado'

Chico Buarque recebe prêmio Portugal Telecom de Literatura. Foto: Leandro Soares/Agência Estado 
Chico Buarque recebe o Prêmio Portugal Telecom de Literatura
Foto: Leandro Soares/Agência Estado


Na noite desta segunda-feira (8), o cantor, compositor e escritor Chico Buarque de Holanda levou mais um prêmio com seu último livro Leite Derramado. Depois do Prêmio Jabuti, conquistado na semana passada, Chico Buarque recebeu agora o Prêmio Portugal Telecom de Literatura - troféu e R$ 100 mil, recebidos das mãos de Pilar del Rio, viúva do escritor José Saramago.

Em segundo lugar, e com um prêmio de R$ 35 mil, ficou Rodrigo Lacerda, com o livro Outra vida. Armando Freitas Filho conquistou a terceira posição e um prêmio de R$ 15 mil com seu livro Lar.

Fonte: Terra

Patti Smith ganha prêmio literário e Tom Wolfe é homenageado

O roqueira venceu por seu livro 'Só Garotos' e o escritor foi homenageado pela contribuição a literatura norte-americana. Foto: AP 

A roqueira Patti Smith estava entre as grandes vencedoras na cerimônia de entrega do Prêmio Nacional do Livro (National Book Awards) dos Estados Unidos na quarta-feira (17) por seu livro de memórias Só Garotos. Ela recebeu o prêmio às lágrimas e pediu que as editoras não deixem a tecnologia acabar com os livros tradicionais.

Tom Wolfe, autor de best-sellers como A Fogueira das Vaidades, Os Eleitos e O Teste do Ácido do Refresco Elétrico, venceu a medalha pela contribuição às letras norte-americanas. Jaimy Gordon superou autores como Peter Carey e Nicole Krauss ao ganhar o prêmio na categoria de ficção por Senhor de Misrule, publicada pela McPherson & Co.

A noite teve espaço para piadas sobre a condição atual da indústria editorial de livros, que está vivendo um período conturbado com o surgimento do mercado de livros eletrônicos. Smith, uma cantora-compositora e poeta norte-americana de 63 anos, se emocionou ao receber o prêmio de não-ficção por Só Garotos, sobre suas dificuldades durante a juventude e o relacionamento com o fotógrafo americano Robert Mapplethorpe.
"Não existe nada mais belo que um livro, o papel, a fonte, o tecido", disse Smith, cuja obra foi publicada pela Ecco, da HarperCollins. "Por favor, não importa o quanto avancemos tecnologicamente, por favor nunca abandonem o livro".

Wolfe, de 79 anos, um dos defensores do estilo "novo jornalismo" nos anos 1960, lembrou de seus primeiros trabalhos de reportagem e deu o conselho aos futuros romancistas: "primeiro, deixe o prédio e depois sente para escrever´". O prêmio de poesia foi para Terrance Hayes por sua quarta coleção Lighthead, da Penguin Books. 

Kathryn Erskine venceu o prêmio de literatura para jovens, por Mockingbird, publicada pela Philomel Books, da Penguin Young Readers Group. Na lista de um dos prêmios literários mais importantes dos Estados Unidos estavam 13 mulheres entre os 20 finalistas.
Segundo a Fundação Nacional do Livro norte-americana foi o maior número de mulheres indicadas na história da premiação. Cinco finalistas disputam cada uma das quatro categorias, e o vencedor recebe 10 mil dólares

Foto: AP
Fonte: Terra.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Feira atrai grandes ilustradores do Brasil

A artista Ana Terra, em um encontro de contação de histórias

Em uma exposição que reuniu os maiores ilustradores infantis do país, a 7ª Traçando História, a artista Ana Terra foi um talento que saiu das oficinas de desenho e caiu nas páginas dos livros.
Ao lado de Ana Terra (foto), nas paredes, estão nomes de peso da ilustração infantil. Craques do traço como Eva Furnari (criadora da célebre Bruxinha, que nasceu na Folhinha), Angela-Lago e Ana Raquel, formadas com a pintura mas que se enveredaram pelas ferramentas digitais. As três são donas de prêmios Jabuti, completaram 30 anos de carreira e foram homenageadas em um espaço especial da mostra. 

A cada dois anos, o Traçando Histórias passa pela Feira do Livro de Porto Alegre, a maior do gênero na América Latina. Antes de ter esse nome, existia uma exposição menor, o Largo dos Ilustradores, com apenas fotocópias de artistas renomados. 

Já na época do Largo, o ambiente foi ideal para que Ana conhecesse técnicas de ilustração enquanto ajudava como monitora e fazia narração de histórias. "As pessoas viam meu trabalho e começavam a me incentivar. Por que você não ilustra, Ana?", conta a artista. 

Um dos maiores do ramo, o pernambucano Andre Neves, percebeu a capacidade de Ana e a ensinou a fazer um portfólio para entrar em contato com as editoras. Hoje, ela já tem quase 40 trabalhos publicados, alguns com textos próprios. 

LUCIANO BOTTINI FILHO
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE (RS)  
Folha de SP.

Livros mostram as aventuras de simpáticos ratinhos

Os livros As aventuras de um pequeno ratinho na cidade grande e Numa noite muito, muito escura têm várias coisas em comum: ambos são de autoria de Simon Prescott, são protagonizados por fofos ratinhos e são ricamente ilustrados. Esses dois lançamentos da Publifolha encantam pela simplicidade das suas histórias e pela delicadeza das ilustrações.

As aventuras de um pequeno ratinho na cidade grande conta a história de um ratinho do campo que, ao receber um convite de um amigo para conhecer a cidade, resolve deixar sua vida tranquila e viajar. Com simplicidade, o livro descreve as emoções vivenciadas pelo pequeno viajante ao chegar na cidade grande: inicialmente, ele se assusta, mas depois fica feliz por estar em um lugar tão divertido e grandioso, para ser, então, tomado pelas saudades de casa. A aventura é baseada na fábula de Esopo "O Rato do Campo e o Rato da Cidade"

Em Numa noite muito, muito escura, o leitor vive junto a um corajoso ratinho vários momentos de suspense, enquanto ele faz um passeio em uma noite muito escura, na qual não sabemos o que vamos encontrar mais à frente. O ratinho vai enfrentar o medo e seguir em frente, para encontrar, no final da aventura, uma surpresa especial.

O grande atrativo dos dois livros, de formato grande e encadernados em capa dura, são as grandes e belas ilustrações, que prometem fascinar os pequenos. As histórias são simples, mas podem trazer à tona boas conversas sobre temas como coragem, amizade, confiança, saudade e a importância de valorizarmos nosso lar.

Serviço

Numa Noite Muito, Muito Escura
Autor: Simon Prescott
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2010
Número de páginas: 32 páginas
Formato: 21 cm x 30 cm (largura x altura)

As Aventuras de um Pequeno Ratinho na Cidade Grande
Autor: Simon Prescott
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2010
Número de páginas: 32 páginas
Formato: 30 cm x 21 cm (largura x altura)

Fonte: JC Kids/JC Online

sábado, 30 de janeiro de 2010

...

Pequenas e sinuosas nuvens passavam sem alvoroço. Sentia o vento suave entre meus dedos, enquanto tentavam alcançar as graciosas formas que deslizavam lá no céu.

As crianças continuavam se divertindo com os cães que latiam sem que eu pudesse ouvi-los.

Quis ser como elas.

Pareciam viver.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Bibi canta e encanta, em papel de Piaf


Quem estará no próximo fim de semana em Pernambuco é a atriz Bibi Ferreira, interpretando os sucessos da cantora Edith Piaf. Dizem que a beleza da atriz no papel de Piaf é tamanha, que chega a transportar a platéia aos tempos em que a cantora francesa se apresentava.

A peça chama-se "Bibi canta e conta Piaf" e será apresentada nos dias 16/01 (às 21h) e 17/01 (às 20h), no teatro da UFPE. Ingresso - R$ 120 e R$ 60 (meia) platéia | R$ 80 e R$ 40 (meia).



Confira Bibi Ferreira, em "La Vie En Rose", de Piaf.




Quem foi Edith Piaf


Edith Piaf (Édith Giovanna Gassion) nasceu em Paris, França no dia 19 de dezembro de 1915 e faleceu em Grasse, França no dia 10 de outubro de 1963. Foi uma cantora francesa de música de salão e variedades, mas foi reconhecida internacionalmente pelo seu talento no estilo francês da chanson. Seu canto expressava claramente sua trágica história de vida. (foi viúva por 3 vezes) Entre seus maiores sucessos estão "La vie en rose" (1946), "Hymne à l'amour" (1949), "Milord" (1959), "Non, je ne regrette rien" (1960). Participou de peças teatrais e filmes. Em junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela, chegando ao cinemas brasileiros em agosto do mesmo ano com o título "Piaf - Um Hino Ao Amor" (originalmente "La Môme", em inglês "La Vie En Rose"), direção de Olivier Dahan.

Édith Piaf está enterrada na mais célebre necrópole parisiense, o cemitério do Père-Lachaise. Seu sepultamento foi acompanhado por uma multidão poucas vezes vista na capital francesa. Hoje, seu túmulo é um dos mais visitados por turistas do mundo inteiro.

Fonte: Letras.com.br

Confira abaixo um vídeo, em que Piaf canta "La Vie en Rose".


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sobre a inveja.

O pior de todos os sentimentos é a inveja. Não que a irresponsabilidade dos atos seja creditada a ela, mas a sua falta de controle conduz as pessoas para que façam coisas absurdas. Num ambiente corporativo, por exemplo, é notória a falta de competência profissional dos que nutrem esse sentimento. Quando não se consegue o reconhecimento por seus próprios méritos, somado a evidência do profissionalismo de um outrem, o resultado são ações desorientadas da inveja. A ascensão de alguém, aos olhos de quem alimenta este sentimento, é no mínimo frustrante. É o ódio a superioridade, corroendo como ferrugem. O subconsciente trata de gerar o conflito: a dor em saber que sua incompetência não vai lhe proporcionar o reconhecimento por ela (ou para ela?) merecido, o resultado é o que a psicologia chama de formação reativa, mecanismo de defesa dos mais “fracos” contra os mais “fortes”, gerando a disputa por poder e status. O tempo perdido nessa batalha egocêntrica poderia ser aproveitado de outras formas, como por exemplo, no foco em suas virtudes e não nas virtudes de um outro. É neste momento que lembramos daquele velho ditado: “Inveja mata” e mata mesmo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A moça do caixa

Vai chegar no Brasil (e em outros nove países) um livro que já vendeu mais de 100 mil cópias na França e foi publicado pela primeira vez em junho do ano passado: “Les tribulations d’une cassière”, algo como “A atribulações de uma caixa”. São as histórias de Anna Sam, uma moça de 29 anos que passou oito anos trabalhando meio período como caixa de supermercado para pagar a faculdade (e sustentar-se, depois que se formou).

Todo dia ela presenciava atitudes grosseiras, situações em que se sentia humilhada, comentários indelicados de clientes, daqueles que a gente sente vergonha de ouvir – mesmo quando não é com a gente. Algo como o pai dizendo para o filho estudar, senão ia acabar trabalhando atrás do balcão.

Mas havia também histórias de encontros, de solidariedade e de gentileza. Então, em 2007, ela criou um blog anônimo pra contar suas histórias e seus tormentos: imagine repetir mais de 200 vezes por dia: “Você tem um cartão de fidelidade?” ou “Você pode retirar o seu cartão, por favor?” e, ainda “Obrigada, tenha um bom dia”!

Do blog, ela virou matéria de um jornal local, depois, apareceu em tvs e em rádios francesas, recebeu a proposta de transformar o blog em livro e pediu demissão. Suas histórias devem, ainda, ganhar adaptação para o teatro e o cinema.

Vamos aguardar.


Fonte: BBCBrasil
Foto de divulgação: Editora Stock/Marc Ollivier

sexta-feira, 24 de julho de 2009

"Subversão do dicionário" por Cristovam Buarque

Mais de uma vez o presidente Lula jantou em minha casa, antes de assumir a Presidência da República. Naquelas ocasiões, gostaria de ter lhe servido pizzas feitas por mim e que ele tivesse me chamado de um bom pizzaiolo. Usando a palavra como substantivo que se refere a quem faz pizza. Mas sou incompetente para a cozinha: não mereço ser chamado de pizzaiolo. Entretanto, não gostei de vê-lo chamando os senadores de pizzaiolos, usando essa palavra como se fosse um adjetivo para indicar político que acoberta malfeitos e engana o povo. Como político, não me senti atingido, porque nunca participei de qualquer CPI; portanto, nunca fiz “pizzas”, não sou “pizzaiolo”. Mas, como educador, senti obrigação de me manifestar diante da infeliz declaração do presidente.

O presidente corrompeu o dicionário, como no passado outros fizeram usando “barbeiro” como sinônimo de mau motorista, “açougueiro” como sinônimo de assassino feroz, “poeta” como sinônimo de lunático. Nenhum barbeiro reclama quando se usa seu substantivo de ofício como adjetivo pejorativo, nem os poetas, nem os açougueiros, porque eles não se sentem atingidos, sabem que a palavra tem significados diferentes.

Os pizzaiolos, entretanto, reclamaram, corretamente, porque foram surpreendidos com esse novo significado para adjetivar o senador pizzaiolo: aquele que acoberta corrupção. Se tivesse partido de outra pessoa, era possível que o significado adicional não prosperasse, mas vindo do presidente da República, o termo vai adquirir esse novo significado. Esta é a gravidade do uso da palavra pelo presidente: porque ele faz opinião.

Por essa razão, foi preciso que alguns senadores protestassem. Não por serem elogiados como fabricantes de pizzas, mas por serem desmoralizados como fabricantes de mentiras. Seria o mesmo que, aproveitando a crise moral do Senado e de muitos senadores, o presidente usasse a palavra senador como adjetivo de pizzaiolo sem competência para fazer boas pizzas ou aqueles que enganassem os clientes fazendo pizzas diferentes da descrição no cardápio.

Como educador e democrata, protestei porque, vindo do presidente da República, a crítica generalizada ao Senado corrompe a opinião pública, especialmente a juventude e as crianças, ao desmoralizar as instituições republicanas. Ao generalizar, ele passou da crítica aos senadores à crítica a uma das casas do Congresso. E a população, os jovens, as crianças passam a respeitar ainda menos o Senado, já desmoralizado pelo comportamento dos próprios senadores. A sociedade diminui seu compromisso com a democracia: o presidente deseducou o povo.

Para o bem ou para o mal, o presidente da República é o principal educador de um país. O que ele diz forma conceitos. Ainda mais quando o presidente tem carisma e popularidade. É uma pena que, ao seu lado, não haja quem o alerte para essa imensa responsabilidade que ele tem. Talvez porque, prisioneiros dos cargos e do respeito que, hoje em dia, beira o endeusamento, as pessoas ao seu redor se acovardam ou perdem o sentido republicano. Criou-se a ideia de que criticar o presidente Lula é um suicídio político. Os intelectuais se calaram, os sindicatos se acomodaram, os políticos se enquadraram.

Por isso é preciso alguém chamar-lhe atenção, mesmo que isso signifique o suicídio político de quem toma a iniciativa. Afinal, se antes se morria lutando pela democracia, muito mais se justifica a derrota política em defesa da República e da educação dos jovens e das crianças.

Cristovam Buarque é professor da Universidade de Brasília (UnB) e senador pelo PDT/DF.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Medicina de Balcão

Há poucos dias, minha genitora passou por sérios problemas de saúde. E só foi parar num hospital, porque estava nas ultimas sem aguentar a dor numa das pernas. Diagnosticaram uma trombose na veia femoral. Foi internada as pressas, uma correria danada. Alguns dias depois, veio uma notícia que me fez ficar preocupado: a trombose havia gerado uma complicação maior, uma embolia pulmonar. Nesses casos, após conversa com o médico, o que se espera é o pior, afinal minha genitora poderia ir a óbito a qualquer momento em decorrência às complicações que a embolia poderia gerar. Após dez dias de tratamento, recebeu alta. Pulou uma fogueira de costas. Essa hora deve estar de repouso, lá em casa. Mas todo efeito, tem uma causa. Tomava remédios hormonais e de pressão, sem acompanhamento médico. Parei para imaginar quantos milhares de pessoas se automedicam como se tivessem gabarito para fazê-lo. Por certo são médicos que passaram anos estudando para auto-consultar. Pior: alguns fazem de balconistas de farmácia seus médicos particulares. Imagino as milhares de pessoas, que tomam medicamentos sem prescrição alguma, até para simples dores. Ora, uma “simples dor de cabeça” é sinal que há algo errado em seu corpo. Recomenda-se procurar um médico, mas, normalmente o que se faz é algo bem diferente. Procura-se um balconista e toma-se um remédio prescrito por ele, que talvez, não seria o recomendado para resolver o problema. Isso é preocupante, não acha? Dizem que a ANVISA esta instituindo novas regras de funcionamento para as farmácias. Mas, a maioria (se não todas) das farmácias está mais preocupada em vender, do que com o bem estar de seus clientes. Sejamos francos: cliente saudável, não é cliente rentável. Então, evitemos essa Medicina de Balcão e sejamos mais responsáveis com o nosso corpo: em caso de problemas na saúde, que procuremos um médico. Afinal, quando o seu automóvel quebra e precisa de um mecânico, por certo você não procura um cozinheiro. Ou procura?

sábado, 27 de junho de 2009

Wagner Moura vem ao Recife este fim de semana como Hamlet

Uma das peças mais encenadas na história do teatro chega ao Recife neste fim de semana. Hamlet, escrita por William Shakespeare no final do século XVII, será apresentada nestes sábado (27) e domingo (28), no Teatro da UFPE. Com Wagner Moura no papel do Príncipe da Dinamarca, a montagem é dirigida por Aderbal Freire-Filho. A capital pernambucana abre a turnê brasileira da peça, que passou um ano sendo encenada apenas no eixo Rio-São Paulo.

O diretor fez uma nova tradução da peça, em parceria com a professora de inglês Barbara Harrington e com o próprio Wagner Moura. Segundo o diretor, o objetivo foi ser fiel ao universo shakesperiano, privilegiando menos o campo literário e buscando a humanidade do que é dito. Ainda de acordo Aderbal Freire-Filho, sua direção é norteada pelo caráter metateatral tão presente na obra de Shakespeare, especialmente em Hamlet. O diretor explica que, em cena, os atores estarão sempre no palco, como se fossem uma companhia de teatro contando a história.

O elenco conta com dez atores e traz nomes como Georgiana Góes (Ofélia), Caio Junqueira (Horácio), Fábio Lago (Laerte) e também a dupla Gillray Coutinho (Prêmio Eletrobras por ‘O Púcaro Búlgaro’) e Cláudio Mendes (O que diz Molero), parceiros de longa data de Freire-Filho. Carla Ribas volta ao teatro para viver a rainha Gertrudes, depois de protagonizar o elogiado longa A Casa de Alice, selecionado para a última edição do Festival de Berlim.

A cenografia fica por conta da dupla Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque e os figurinos são de Marcelo Pies. A trilha sonora é assinada por Rodrigo Amarante, que integrou a banda Los Hermanos.

O espetáculo tem início às 20h no sábado e 19h no domingo. O preço para cadeiras é R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) e para o balcão 1º andar. R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Vi no JC.
Foto Divulgação

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sinfônica do Recife se rende ao clima junino no Santa Isabel

A Orquestra Sinfônica do Recife se rende ao clima junino e apresenta, nesta terça-feira (9), às 20h, no Teatro de Santa Isabel, o Concerto de São João, com arranjos sinfônicos do cancioneiro da época. O programa traz obras de Luiz Gonzaga e seus parceiros com arranjos de Ciro Pereira, Maestro Duda e Clóvis Pereira. O sanfoneiro Gennaro fará participação como solista, quando interpretará obras do mestre Sivuca.

Regente da orquestra, o maestro Osman Gioia revela que foram escritos, especialmente para a noite, arranjos inéditos de obras dos homenageados do São João do Recife 2009 - João Silva e Jackson do Pandeiro - pelos arranjadores Nilson Lopes e Marco Cezar.

A apresentação será aberta com “Mourão”, de Guerra Peixe e Clóvis Pereira. Seguindo a linha que mescla a música erudita e a música nordestina, o público será contemplado com composições como “Chegança” e “Momento Armorial”, de Benny Wolkoff.

No mesmo dia do concerto, a partir das 9h, a Orquestra Sinfônica do Recife realizará Ensaio Aberto para estudantes e profissionais de música. A entrada é franca.
Fonte: JC Online
Foto: Divulgação

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Palco Giratório se despede dos palcos pernambucanos

Completando um mês de apresentações nos palcos do Recife, o Festival Palco Giratório, do Sesc, despede-se do púbilco com fim de semana de teatro e dança.

Nesta sexta-feira (29), às 20h, a Ginga Companhia de Dança, do Mato Grosso, apresenta no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife) Cultura Bovina?. A montagem utiliza recursos do teatro e da dança através da movimentação corporal e da abstração de imagem para fazer uma crítica à cultura da pecuária, leilões, política, prostituição.

Do Rio de Janeiro, vem o grupo Roda Gigante, que monta Inventário – aquilo que seria esquecido se a gente não contasse, no Teatro Barreto Jr (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina), às 20h. A peça conta os relatos das alegrias e tristezas das experiências de palhaços nas enfermarias de hospital. As cenas misturam realidade e ficção nas vozes do paciente, do artista, do médico e do palhaço.

Os ingressos custam R$ 10. Comerciários, estudantes, idosos e professores pagam R$ 5.
Vi no JC Online.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Banda Obscurity Tears lança CD promocional

A banda Obscurity Tears lança o Promo CD "My Chemical State". Primeiro lançamento oficial desde o debut-CD de 2000, "Songs for a Black Winter". Este CD marca a estréia da vocalista Márcia Raquel, dona de uma voz excepcional. O CD está com uma excelente produção musical e um material gráfico digno de banda internacional. A banda mescla influências de modo a criar um disco bem coeso e com atmosfera melancólica, típica do doom metal do início dos anos 90, com arranjos que remetem ao rock progressivo dos anos 70. O CD possui 04 faixas absolutamente cativantes.

O blog vai sortear um CD, fique atento!


Seletiva Nacional da Bandas


A banda Obscurity Tears da cidade de Vitória de Santo Antão-PE foi uma das 05 escolhidas para participar da seletiva Pernambucana do “W:O:A Metal Battle-Brasil 2009” que acontecerá na cidade Recife-PE. As apresentações tem 30 minutos de duração, com material estritamente autoral. A avaliação das apresentações das concorrentes é feita por um corpo de jurados indicados pela conceituada Revista Roadie Crew. Com novo álbum – My Chemical State – a Obscurity Tears enxerga a oportunidade de mostrar um trabalho que privilegia singularidade e performance. A final nacional, que será realizada no dia 24 de maio no Rio de Janeiro, contará com as bandas vencedoras de cada seletiva regional. A banda vencedora da final da etapa nacional terá como premiação o direito de representar o Brasil no “W:O:A Metal Battle”, durante o festival “Wacken Open Air”, edição 2009, na cidade de Wacken, na Alemanha.

Release de autoria da Banda Obscurity Tears.
Texto revisado por Marcelo de Marco.

Conheça um pouco mais sobre a Obscurity Tears

Em março de 1994 na cidade de Vitória de Santo Antão-PE, os amigos Flávio Brito (Guitarra), José Alves (Guitarra) e Wíres Alves (Bateria) formam a banda Smashed Face, com o propósito de fazer composições na linha Doom Death Metal. Completando o line up com Wellington Resende (Vocal) que é irmão de Wíres e Luciano Rodriguez (Baixo).

As composições da Smashed Face mudaram muito, tanto nas letras quanto musicalmente. Assim, houve uma necessidade de mudar o nome da banda, passando a se chamar Obscurity Tears no ano de 1997.

Em julho de 2000 a Obscurity Tears lança de forma independente o álbum Songs for a Black Winter com 5 composições na linha Doom/Gothic Metal, com o seguinte line up: Nitelma Lima (vocal), Wellington Resende (vocal/guitarra), Evandark (guitarra), José Alves (teclado), Jefferson Barreto (violino), Flávio Brito (baixo) e Wíres Alves (bateria).

Em seguida é feita uma jornada de shows para divulgação do álbum. A banda se apresenta em diversas cidades do estado de Pernambuco e em outros estados do Nordeste.

O CD Songs for a Black Winter teve uma ótima aceitação do público e da mídia especializada. Foi avaliado e elogiado por diversas revistas, tais como: Roadie Crew, Valhalla e Rock Brigade. Tendo nota sempre acima da média. O CD também teve divulgação a nível internacional, sendo distribuído em países como: Bélgica, Alemanha, México, Japão, Portugal e Holanda.

Com a boa repercussão do álbum Songs for a Black Winter houve interesse de algumas gravadoras para lançamento do segundo álbum, mas as negociações não foram adiante porque a banda apresentava problemas na formação.

Em junho de 2002 a banda participa da coletânea Black World, organizada pela Satânic Evil Produções. Uma coletânea contendo as principais bandas de metal nacionais. A faixa escolhida foi Crying in Silence.

No mês de dezembro de 2006 é gravada uma pré-produção com 8 músicas que farão parte do segundo álbum.

A banda se prepara para o lançamento de um single com 3 músicas ainda este ano e o segundo álbum no primeiro semestre de 2009.

O line up atual conta com Márcia Raquel (vocal), Evandark (guitarra), José Alves (guitarra), Flávio Brito (baixo/vocal) e Denes (bateria).

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Peça "Ensina-me a viver" em duas apresentações no Recife.

A atriz Glória Menezes, comemorando 50 anos de carreira, sobe ao palco do Teatro da UFPE, nos próximos sábado (9) e domingo (10), no espetáculo ‘Ensina-me a Viver’, dirigido pelo pernambucano João Falcão. O texto de ‘Ensina-me a Viver’, com tradução de Millôr Fernandes, é uma adaptação teatral do filme ‘Harold and Maude’, sucesso de público e crítica assinado por Coling Higgins na década de 1970.

O espetáculo é uma história de amor entre o jovem Harold (Arlindo Lopes), obcecado pela morte, e a senhora Maude (Glória Menezes), apaixonada pela vida. Sensível, inteligente e rico, Harold não conheceu o pai. Convive com uma mãe indiferente e autoritária, numa relação desprovida de qualquer contato afetuoso. Atormentado, Harold tenta chamar a atenção materna simulando "tragicômicas" tentativas de suicídio.

A quase octogenária Maude, ao contrário, tem uma paixão incomparável pela vida. Aproveita cada segundo de sua existência como se fosse o último. No contato entre esses dois há sintonia imediata. Maude, cheia de alegria e positividade, ensina ao deslocado Harold os prazeres da vida e da liberdade.

Os ingressos para as apresentações custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) para poltronas na platéia e R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) para o balcão. As entradas estão à venda na bilheteria do teatro e na Saraiva Mega Store, no Shopping Recife.

Espero poder ir.

Com informações do PE360graus.
Fotos Divulgação

segunda-feira, 23 de março de 2009

Célio Meira: 120 anos de seu nascimento.

Se estivesse vivo, o saudoso escritor vitoriense Ceciliano Célio Meira de Oliveira Melo, estaria completando 120 anos.

Como guardião de sua obra, não poderia deixar de registrar o momento.

O escritor, que foi membro da Academia Pernambucana de Letras (cadeira 22), da qual foi presidente, é natural de Vitória de Santo Antão, autor dos livros Vida e Tempo (1973), Vida Passada(1939), Migalhas de Poesia (1972) e Falando de rosas e Amores, alem de centenas de crônicas publicadas em diversos jornais do Brasil e do mundo, sob um de seus vários pseudônimos: Célio Meira, Ambrósio de Arandu, Cecília Mendes, João da Noite, Juvenal da Macedônia, Lio, Príncipe Helvécio ou Ronald Lemos; todos assinados pelo nosso conterrâneo.

Em tempos que não existia internet, correspondia-se com dezenas de jornais de vários paises, sendo considerado por estudiosos como um dos maiores escritores nordestinos de sua época. Vindo a falecer em 21 de setembro de 1972.

Lamentável que pouco se fala sobre Célio Meira em nossa cidade. As homenagens em seu nome, resumiram-se a nome de rua.

Vitória, terra de grandes nomes, mas de gente que ainda custa a valoriza os seus celebres conterrâneos...

Registro os 120 anos de nascimento do Escritor Célio Meira, mandando um abraço para seus familiares.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Preparativos: o Carnaval de Vitória e suas ornamentações.

Num desses carnavais, não lembro quando, estive pelas bandas do município de Bezerros, terra dos Papangus, no agreste pernambucano, e lá, fiquei impressionado como as pessoas se envolviam de fato, com a cultura peculiar daquela cidade. As casas eram ornamentadas com máscaras carnavalescas e outros adereços. E a população, receptiva e devidamente fantasiada, brincava em frente as suas portas como numa perfeita comunhão com os que por ali passavam. Imagino que nossa querida Vitória de Santo Antão, já tivesse experimentado momentos como esses. Um passado por muitos, definido como “saudosos carnavais”, eternizado apenas pela memória de alguns e por escritos de cronistas daquela época.

MAS, passando pela Praça Leão Coroado, me deparei com a Estação Ferroviária iluminada e com uma bela ornamentação. Vitória já começa a respirar ares dos antigos carnavais. Parei e claro, registrei aquela bela cena por mim nunca vista em Vitória, com aquela vontade de compartilhar com vocês.




Curioso, fui procurar como estavam os preparativos para transformar a nossa cidade em uma Vitória digna da nossa rica cultura popular. Conversamos então, com o alegorista Deusdedith da Mata, um dos responsáveis pela execução da ornamentação de nossa cidade, para as festas de momo. Confira algumas fotos:


Confira os vídeos abaixo.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

ALEGORIA VITORIENSE: O CISNE

Na antiguidade, em época de boas colheitas, para agradecer aos deuses, os camponeses realizavam festas nas quais enfeitavam seus corpos e, envolvidos pela música, demonstravam a alegria que sentiam em seus corações.

Poderíamos até afirmar que estas seriam as origens remotas do carnaval, mas uns alegam que as manifestações carnavalescas remontam às comemorações a Ísis e ao boi Ápis no antigo Egito; outros, às celebres bacanais, dos gregos, ou às saturnais, festas pagãs dos romanos.

Na Idade Média, com a repressão da Igreja, destas celebrações pagãs, sobrevivem apenas as máscaras que, mais tarde, no século XVI, evoluíram para as fantasias, permanecendo até os dias atuais. Nessa época, a festa pagã chega ao Brasil com o nome de entrudo, também denominado brinquedo selvagem, mela-mela como vemos ainda hoje, em algumas cidades do interior, sendo festejada tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira que antecedem o período da quaresma.


Entrudo, retratado no século XIX pelo pintor francês Debret.
Atualmente, em nosso país, existem três pólos monopolizadores do carnaval: o Rio de Janeiro, onde predomina o samba; a Bahia, cujo forte é o carnaval estilizado, comandado pelos trios elétricos; e, por fim, o mais fiel à tradição, que é o de Pernambuco, com uma infinidade de manifestações folclóricas, em que há o predomínio da criatividade e da popularidade, como: maracatus, caboclinhos, ursos, bois, blocos, etc...

Para cada expressão de folclore, existe uma particularidade especial, o maracatu de baque virado e o maracatu de baque solto ou rural. O maracatu de baque solto tem como sede a cidade de Aliança, interior de Pernambuco, denominada Associação dos Maracatus de Baque Solto. Os clubes de frevo são originários do Bairro de Santo Antônio, São José e da Boa Vista, tendo como primórdios antigas corporações ou profissões, tais como: carvoeiros, ferreiros, varredores. Já os blocos, são originários da poesia e do saudosismo. Eles surgiram das grandes reuniões familiares, como extensão dos pastoris e dos ranchos. Além das troças de caboclinhos, ursos e dos bois, ainda dispomos dos Papangus, de Bezerros; dos Bonecos Gigantes, de Olinda; do Clube de Máscaras Galo da Madrugada, e do carnaval de alegoria de Vitória de Santo Antão.

A cidade de Vitória de Santo Antão está aproximadamente a 48 km da cidade do Recife, sendo considerada, a grande defensora do carnaval de alegoria do estado de Pernambuco, com um grande número de agremiações do gênero. Trata-se de clubes que tiveram suas origens na segunda metade do século XIX, mesma reverência ao carnaval europeu.

O carnaval vitoriense caracteriza-se por sua grande diversidade. São troças, clubes de fados, de manobras, alegorias, os belíssimos maracatus, caboclinhos, escolas de samba e por fim os gigantescos blocos de trio, que contribuíram para os 127 anos de folia vitoriense, tornando-se por diversas vezes um dos melhores – ou senão o melhor – dos carnavais do interior de Pernambuco.

É certo que houve uma grande desfiguração carnavalesca após a chegada, no início da década de 90, dos trios baianos e seu Axé ensurdecedor, causando um grande choque de ritmos e estilos, que de uma forma estranha fez com que a própria população deixasse suas origens e culturas de lado. Mas, acreditava-se em uma inovação, modernização e diversificação, que, infelizmente, tornou-se uma escancarada descaracterização.

O carnaval em Vitória chegou ao seu apogeu na primeira parte do século XX, onde foram criados diversos tipos de agremiações que faziam a população festejar com muita alegria. Dentre elas, os Clubes de Fados e os Clubes de Manobras. Estes últimos, com inúmeros fãs, realizando grandes desfiles e bailes, principalmente o “Abanadores”, posteriormente batizado como “O Leão” pelo poeta Teopompo Moreira (JOSÉ ARAGÃO, 1983, p. 300), e o “Vassouras”, conhecido como “O Camelo”.

Segundo o professor José Aragão, no seu livro História da Vitória de Santo Antão, volume III, foi em uma dessas grandiosas apresentações que tudo começou. O “Vassouras’’ vinha do bairro do Livramento e da Matriz vinha o “Abanadores”, fazendo os rivais se chocarem durante o percurso, levando as a autoridades ordenarem o recolhimento às suas sedes, prevendo piores conseqüências. Posteriormente, pensando em evitar tais interrupções, vários foliões reuniram-se para fundar uma nova agremiação, formada em sua maioria por motoristas como afirmou o célebre jornalista João Álvares:
O Clube dos Motoristas da Vitória de Santo Antão foi fundado no mês
de março do ano de 1949, idealizado por um grupo de motoristas e pessoas ligadas
ao ramo automobilístico que desejavam construir um clube para proporcionar lazer
para os profissionais do volante, bem como cultivar solidariedade e o espírito
de disciplina e cooperação nas relações humanas.
Foi assim que surgiu o “Clube dos Motoristas”, em reunião realizada em 04 de março de 1949, pelos seus fundadores: “Valdemar Lino Chaves (1º presidente), Alfredo Francisco de Oliveira, João Vicente de Freitas, Sebastião Ferreira do Nascimento, Joaquim Francisco Damásio, Pedro Ferreira Guimarães, Abiatar Ferreira Chaves, Manoel José de Souza e Sebastião Pinheiro de Souza” (HISTÓRICO: CLUBE DOS MOTORISTAS, 2004, p. 09) Com a presença de mais de 80 pessoas, naquele mesmo dia, a primeira diretoria ficou assim formada: presidente - Valdemar Lino Chaves, vice-presidente - Jefre Coelho de Albuquerque, 1º secretário - Tertuliano de Albuquerque Barros, 2º Secretário - Valdemiro Lino Chaves, orador - José Hermínio da Silva, diretor - José Vicente de Freitas, fiscal - José Hipólito dos Santos, tesoureiro - Sebastião Barbosa de Araújo (JOSÉ ARAGÃO, 1983, p. 302) empossados dois dias depois.

No ano seguinte, em 1950, estreava-se pelas ruas da cidade, já com muita alegria, que ao longo dos anos foi atraindo muito mais foliões.

A primeira sede, era localizada na Rua Prefeito João Cleofas, sendo vendida, posteriormente, em 1965, pelo então presidente João Álvares, com a idéia de construir uma nova sede, vindo a ser inaugurada no dia 20 de julho do ano de 1971, no bairro do Cajá.

Entre os anos de 1965 e 1971, as reuniões eram realizadas na sede da Associação Comercial, na Avenida Mariana Amália, sendo o ponto de concentração nos dias de desfile, onde, por horas, se reuniam dezenas de foliões, aguardando, ao som da orquestra em aquecimento, o momento da sua saída.

Alegorias

O “Motoristas” destacava-se pelos seus belíssimos carros alegóricos, baseados nos temas criado para cada carnaval. Em 1966, uma alegoria criada pelo grande artista vitoriense José Marques de Sena (fundador do Museu do Carnaval) em homenagem à Marinha do Brasil, causou muitos comentários durante o seu desfile, devido a um grande Cisne (símbolo da Marinha) no carro principal.

A figura do Cisne fez tanto sucesso, que a população não parava de comentar durante os três dias de carnaval daquele ano. Devido à grande repercussão do Cisne entre os foliões, a então diretoria decidiu adicionar “O Cisne” em seu nome, passando a se chamar “Clube dos Motoristas – O Cisne”. Mas, segundo o alegorista José Marques de Sena "Mas cisne ainda é apelido, não é nome".

Em 1969, a chegada do homem à Lua trouxe inspiração ao artista José Marques de Sena, resultando em uma histórica alegoria que chegou a ganhar destaque nos jornais da capital após sua exibição no carnaval de 1970, merecendo além dos aplausos, um grande agradecimento do Consulado Americano.

O sucesso se repetiu por diversos carnavais, sempre com seus temas originais e carros alegóricos com muita criatividade.

Com a febre dos trios elétricos, o “Clube dos Motoristas – O Cisne” passou por diversas dificuldades, chegando a diminuir suas exibições e, durante alguns anos, chegou a não conseguir colocar-se nas ruas.

Esse ano, o alegorista José Marques de Sena completa 60 carnavais, sendo 50 deles cuidando pessoalmente das alegórias do Clube dos Motoristas. Com o tema Vitória dos Quatro Tempos, o alegorista nos mostrou o carro ainda em construção.




Novo estandarte do Clube dos Motoristas.
Ao lado, Deusdedith da Mata.
Na mesma oportunidade, filmamos o alegorista Deusdedith da Mata, prestando sua homenagem ao grande ícone da nossa cultura, o José Marques de Sena. Confira abaixo.
Relembrando momentos inesquecíveis de sua carreira e dos antigos carnavais, o alegorista José Marques de Sena, teceu alguns comentários. Confira os vídeos abaixo.

José Marques de Sena







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Primeiro momento.

Hoje tivemos oportunidade de conversar com o José Marques de Sena, mestre das alegorias do nosso carnaval. Ele nos falou um pouco sobre sua história e sobre o Clube dos Motoristas - O Cisne, do qual faz parte. Aproveitando o pique, demos uma passadinha no galpão onde estão sendo preparadas as ornamentações que irão colorir a cidade neste ano; lá conversamos com o Deusdedith da Mata, um dos alegoristas que estão trabalhando pela bela roupagem do Carnaval da Vitória. Conversamos tambem com o carismático José Francisco de Santana, porta estandartes com mais de 30 carnavais.

Reportagem, fotos, videos e entrevistas confira aqui, nas próximas postagens.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

BLOG PUBLICARÁ SÉRIE DE REPORTAGENS SOBRE AS TROÇAS CARNAVALESCAS DE VITÓRIA

Recebemos uma ótima sugestão do amigo internauta Eduardo Álvares, vitoriense residente em terras potiguares. Aproveitando o zum-zum-zum das prováveis novidades (nem tão novas) no Carnaval de Vitória, ele nos sugeriu acompanhar como estão os preparativos, em uma série de reportagens sobre as troças e seus carros alegóricos.

Como tenho uma paixão tremenda pela cultura pernambucana, achei a idéia espetacular e claro será aproveitada. Já começamos a burilar a sugestão, ainda essa semana publicaremos a primeira reportagem de uma série que chamaremos “Alegorias Vitorienses: acompanhado o processo criativo”, onde vamos apresentar os bastidores do carnaval e os artistas que estão por trás da preservação de nossa cultura, como também difundir a história, por vezes desconhecida, de nossas manifestações culturais.